§ catálogo · metodologia
Metodologia.
Recorte, definições operacionais, breaks dos choropleths e fontes primárias.
Recorte e unidade mínima de agregação
A unidade mínima do estudo é a UF × ramo × ano. Todas as métricas são construídas a partir de agregações desse grão, nunca por cima de número agregado já pronto. A escolha não é cosmética: relatórios secundários que partem de totais nacionais perdem a capacidade de investigar outliers regionais, e é exatamente onde mora a informação.
O universo coberto na v1 são os dez ramos de maior prêmio direto em 2024 (top-10 SUSEP), contra todas as 27 UFs brasileiras, na série anual 2022 → 2024. Um subconjunto honesto · cobre aproximadamente 74% do prêmio direto do mercado (R$ 473 bi contra R$ 639 bi do universo completo SES/SUSEP).
Definições operacionais
Cobertura
A métrica de cobertura usada aqui é a fração do prêmio ganho nacional atribuída a uma UF específica, em percentual:
cobertura_UF = (prêmio_ganho_UF / prêmio_ganho_nacional) × 100
Não confundir com densidade de cobertura populacional (seguros per capita) nem com penetração de mercado (prêmio / PIB local). Essas três são métricas distintas · a v1 usa apenas a primeira para o mapa choropleth. As outras duas podem aparecer em versões futuras com normalização opt-in.
Sinistralidade (loss ratio)
A sinistralidade é o clássico sinistros incorridos sobre prêmios ganhos, ajustada por runoff:
sinistralidade = (sinistro_incorrido / prêmio_ganho) × 100
O ajuste de runoff é crítico: sinistros ocorrem em um exercício, mas são reportados e pagos em exercícios subsequentes. Sem o ajuste, a sinistralidade de 2024 parece artificialmente baixa porque parte dos sinistros ainda não materializou. A v1 aplica o runoff union · união ponderada dos sinistros reportados até 12 meses após o fato gerador.
Cogrupo
As empresas seguradoras operam frequentemente como subsidiárias de holdings que compartilham raiz de CNPJ. Para o estudo, cogrupo é a união ponderada de empresas com mesmo CNPJ-raiz (8 primeiros dígitos). O HHI e o CR4 são calculados em nível cogrupo, não em nível de razão social, pra evitar subestimar concentração quando o mesmo grupo opera via dois ou três CNPJs.
Breaks do choropleth
As escalas de cor dos mapas usam quantis fixos por métrica, não breaks dinâmicos. A razão é editorial: breaks dinâmicos fazem o mesmo dado parecer diferente entre seções, quebrando a leitura cruzada. Os breaks v1 são:
Para sinistralidade, os breaks ignoram explicitamente o outlier RS/196 em 2024 (S/P = 2.23). Incluí-lo no cálculo de quantil comprimiria toda a paleta num extremo e tornaria os demais estados indistinguíveis.
Fontes primárias
Todas as métricas são derivadas exclusivamente das bases públicas SUSEP SES (Sistema de Estatísticas de Seguros):
- Prêmio direto · SES
premio_direto_mensal_uf_ramo - Sinistro · SES
sinistro_ocorrido_mensal_uf_ramo - Empresas ativas · SES
cadastro_empresas(filtrado porsituacao = ativa) - Identificação de ramos · SES
de_para_ramos(codificação versão 2024)
Os CSVs brutos, os scripts Python de extração e transformação, e os hashes SHA-256 dos snapshots utilizados estão disponíveis no repositório backstage.
§ procedência
- fonte
- SUSEP · SES (Sistema de Estatísticas de Seguros)
- extração
- 2025-04-20
- pipeline
- panorama-susep v1.0 · commit 1e9bbbb
- licença
- CC-BY 4.0 · código MIT